quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ervas de Ogum

Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.

Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.

Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.

Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.

Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.

Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.

Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.

Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.

Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.

Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.

Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.

Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.

Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.

Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.

Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.

Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.

Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).

Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.

Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.

Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.

Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.

Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.

Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.

Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.

Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.

Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.

Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.

São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.

Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.

Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.


Fonte: www.povodearuanda.wordpress.com

Ervas de Oxalá


Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho
: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.

Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo
: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.

Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de flor branca
: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.

Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.

Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama
: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.

Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

Rosa Branca
: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.

Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).

Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.

Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.


fonte: www.povodearunda.wordpress.com

Ação e Reação

Cotidianamente, e em toda parte, observamos situações e ocorrências que nos parecem profundamente injustas. Ao lado da favela onde há tanto sofrimento e miséria encontramos a suntuosa mansão, cujos moradores locupletam-se com tudo que o dinheiro e o prestígio podem proporcionar. A cada instante, nos mais diversos pontos da Terra nascem crianças saudáveis e outras doentias, deformadas, excepcionais e limitadas; enquanto uma parte da humanidade já nasce com inclinações boas, dignas e honestas, outra demonstra desde a mais tenra infância tendências para o furto, a mentira, a hipocrisia, a crueldade, a perversidade etc. O mesmo ocorre com a inteligência, que não é hereditária, porque muitos luminares da ciência e do intelecto eram e são filhos de pais comuns e até mesmo pouco inteligentes, enquanto pais de grande capacidade mental têm gerado filhos limitados. E perguntamos então a nós mesmos por que tantas e tão dolorosas diferenças entre os filhos do mesmo Pai? Se nós, humanos e falíveis, não seríamos capazes de atos tão injustos ou maus para com nossos filhos, como poderia Deus, sendo onipotente, justo, sábio e perfeito, demonstrar tanta incompetência, injustiça e perversidade? Mas a nossa razão diz que não pode ser... que têm de haver outras explicações, caso contrário, deixamos de Nele acreditar e, nessa descrença sofremos o grande vazio que a fuga da fé deixa dentro de nós. A criatura sem fé é como a lâmpada apagada, em meio à escuridão noturna. Mas, felizmente, sempre chega o dia em que tomamos conhecimento da reencarnação e das leis de causa e efeito ou ação e reação, que os orientais chamam karma. Esse conhecimento então nos coloca de bem com a existência e começamos a ver Deus, o universo e os mecanismos da vida sob nova luz. Compreendemos, assim, que já vivemos muitas e muitas existências na matéria, que somos o resultado do que fomos e fizemos em nossas vidas passadas. Entendemos também que Deus não é o responsável pelas nossas inclinações boas ou más, pela nossa inteligência e aptidões, doenças ou sofrimentos. Os responsáveis somos nós mesmos, pela maneira como vivenciamos nossas existências passadas, assim como também a presente. Tudo o que fomos reflete-se em nossa vida atual. É a lei do retorno que nos devolve pelas mãos da justiça divina, tudo o que fizemos no passado distante ou próximo. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. É preciso, no entanto, observar que o karma não é só negativo, é também positivo. Ele representa nossa conta corrente com a vida, o retorno dos atos bons e maus, das ações e omissões que praticamos ao longo das encarnações e pode mesmo ser atenuado pela prática do bem, pelo amor posto em ação. Sempre é oportuno lembrar o que disse o apóstolo: “O amor cobre uma multidão de pecados”. Isto significa que se dedicarmos parte do nosso tempo e possibilidades, tais como o amor, o trabalho, a palavra ou dádivas materiais, visando diminuir o sofrimento do próximo ou a lhe mostrar um novo caminho com mais luz e esperança, nossa própria vida, sendo mais útil aos outros, será também menos sofrida para nós. Essa orientação, aliás, foi dada por Jesus quando disse: “A cada um será dado de acordo com suas obras”. Também é importante entender que nem todos os sofrimentos são kármicos, porque muitas vezes refletem apenas nossas próprias necessidades evolutivas. A dor é a mensageira divina que desperta em nós os valores imortais do espírito. É ela quem nos acorda e faz sair do marasmo ou da acomodação espiritual. Também é através do sofrimento que mais nos aproximamos de Deus. Acontece, igualmente, que muitos espíritos, ao planejarem suas futuras encarnações, pedem aos mentores para nascerem com defeitos físicos ou outros problemas, visando evitar-lhes maiores quedas espirituais. Conta o espírito André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) que certa mulher pediu para reencarnar com determinado defeito físico, porque queria preservar-se de tentações e quedas, já que em sua última encarnação fora muito bonita e caíra espiritualmente pelas vias do sexo. Outros espíritos programam suas encarnações de forma a precisarem enfrentar dificuldades diversas, a fim de não terem tempo nem energia para nutrirem vícios ou leviandades prejudiciais, que lhes atrapalharam o progresso em anteriores encarnações. Nossas faltas, na verdade, e todo o mal que fazemos, ficam marcando presença em nossa consciência profunda e, quando no mundo espiritual, com maior acesso a essas recordações, chega sempre o momento em que sentimos a necessidade de liberar-nos desse peso. Trabalhamos então para merecer nova encarnação na Terra, visando esses resgates, assim como também novos avanços ou ganhos em nossa evolução. Como se vê, a lei de causa e efeito reflete a perfeita justiça e sabedoria do Criador para com suas criaturas.
A reencarnação e a lei de causa e efeito representam conhecimentos dos mais importantes que a humanidade já recebeu. Conhecendo-as, podemos entender o porque das desigualdades, lutas, enfermidades, sofrimentos e frustrações.
fonte : www.mundoespiritual.com.br


Obsessão Espiritual

Nas últimas décadas a obsessão espiritual vem grassando na Terra, cada vez mais e mais, causando perturbações e sofrimentos os mais variados.
Ela é, certamente, uma doença, só que é doença da alma, ou melhor, a nossa alma é que favorece as condições necessárias para as obsessões poderem se instalar.
Mas, o que é uma obsessão?
É o domínio que um espírito exerce sobre alguém. Esse domínio ocorre em variados graus, desde os mais leves até aqueles que vão da fascinação à subjugação, podendo chegar à possessão.
Conforme explica Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, “A obsessão é uma ação permanente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo”. É uma ação permanente e não esporádica, em que o espírito perseguidor permanece junto ao obsidiado, usando todos os recursos que conhece e dos quais consegue lançar mão, para alcançar o que pretende.
A ação obsessiva é exercida por um espírito que, nessa ação, está sendo mau; não é exercida por um espírito bom, ou mesmo por um “sofredor”, porque é uma ação maléfica, visando geralmente vingança.


Por que algum espírito se põe a obsidiar uma pessoa reencarnada?

As obsessões quase sempre acontecem por questões de vingança, e podemos mesmo dizer que os obsessores são nossos cobradores. Eles estão nos cobrando algum mal que lhes fizemos, geralmente, em vidas passadas. Também existem casos de obsessão por espíritos que foram abortados.
Vendo frustrados os seus ideais de retornarem à Terra, através da reencarnação, procuram vingar-se das mulheres que lhes deram acolhida, mas em seguida os expulsaram de seus ventres.
Inúmeros processos obsessivos também têm início em condutas viciosas, ou que estejam em conflito com valores morais, porque nestes casos os semelhantes se atraem.
Há ainda os casos de obsessão encomendados em “terreiros” que trabalham para o mal.


fonte: www.mundoespiritual.com.br

Mediunidade

A mediunidade é um canal entre nós e a dimensão espiritual.
Ele pode ser de luz ou de sombras...
Cabe ao médium iluminar esse canal com os valores mais nobres da vida, utilizando-o para a prática do bem...
... ou torná-lo em instrumento de interesses rasteiros, gerando sofrimentos para si mesmo, nesta mesma vida e em futuras reencarnações.

Muitos médiuns, antes da sua reencarnação, aceitaram a tarefa mediúnica como opção de resgate de erros de vidas passadas. Por isso não se trata de pessoas diferentes, favorecidas ou desfavorecidas pela vida.

Mas todo aquele que comece a sentir sintomas que indicam mediunidade, deve começar a pensar com seriedade sobre o assunto.

Não é em vão que os poderes superiores nos dão faculdades mediúnicas. Elas existem para podermos entrar em contato com o mundo espiritual, receber notícias dos que se foram, esclarecimentos sobre a vida nessa outra dimensão, sobre as leis naturais e sobre todos aqueles “porquês” que tanto angustiam a alma humana. Mas existem principalmente como instrumentos para a prática do bem, no atendimento a espíritos sofredores e obsessores, no consolo aos aflitos de toda natureza e para alívio e cura de enfermidades do corpo e da alma.Sabe-se que a tarefa mediúnica é programada antes da reencarnação e, muitas vezes, ela representa uma troca nas formas de resgate kármico. Digamos que um espírito, conhecendo ou lembrando-se de uma ou mais de suas vidas passadas, nas quais cometeu faltas graves perante a Lei Maior, decide-se a resgatá-las. Entende então, que para acabar com aquele remorso, retirar aqueles “pesos” de sua consciência profunda, precisa renascer na Terra e purgar suas culpas numa existência de sofrimentos ou limitações.

Nessas situações, e quando há merecimento de sua parte, ele pode conseguir uma troca. Em vez de reencarnar com um programa de vida repleto de dores e aflições, irá retornar á matéria trazendo um compromisso de trabalho mediúnico. É a permuta de sofrimentos por uma tarefa de amor. E lembramos, a propósito, que o apóstolo afirmou: “O amor cobre uma multidão de pecados”.

Assim, em vez da doença, da penúria, das deficiências físicas ou problemas semelhantes, esse espírito reencarna trazendo compromisso de trabalho mediúnico, inteiramente gratuito, visando apenas fazer o bem, ajudar o próximo necessitado.

Também é verdade que muitos médiuns sofrem... e muito. Sem dúvida sofreriam muito mais, não fosse a sua tarefa mediúnica.

Mas há também casos de mediunidade que não representam resgate, mas uma tarefa de amor que alguém resolveu assumir.

Se o sofrimento é caminho de evolução, também é instrumento de contenção e de equilíbrio. A dor, queiramos ou não, nos preserva de muitas quedas espirituais, e muitas almas valorosas não a dispensam de suas programações reencarnatórias.

Sempre que alguém vai voltar à terra comprometido com tarefa mediúnica, os mentores elaboram um planejamento para suas futuras atividades. Eles também o preparam devidamente, para poder servir, quando na Terra, como intermediário entre os encarnados e os desencarnados.

O futuro médium então renasce e cresce, recebendo os devidos cuidados da parte dos espíritos responsáveis pela sua tarefa.

Então, ao aproximar-se a época em que deve iniciar a sua atividade mediúnica, começam a lhe ocorrer coisas estranhas: perturbações as mais variadas, doenças que os médicos não conseguem diagnosticar, acidentes anormais, sensações perturbadoras como arrepios e formigamentos, sonhos esquisitos, pesadelos, dores de cabeça, visão ou audição de espíritos, e outras semelhantes.

Nessas ocasiões sempre aparece alguém para dizer que isto pode significar mediunidade.

Pois bem, quando o médium, obedecendo ao compromisso assumido, inicia o desenvolvimento de suas faculdades, também passa a merecer assistência dos bons espíritos, que irão orientá-lo e ajudá-lo de acordo com permissão superior. Mas, para que possa receber essa ajuda é necessário que se torne merecedor, sendo dedicado, responsável, e procurando melhorar sempre as próprias atitudes, tornado-as mais compatíveis com a nobreza de uma tarefa no bem.

O médium deve também trabalhar, sem cessar, pela própria evolução ou crescimento interior; dedicar-se a leituras de elevado teor espiritual, como por exemplo “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A conduta reta e o amor fraterno representam a sua segurança e equilíbrio como medianeiro entre a dimensão material e a espiritual. Isto é fundamental para fortalecer o seu campo energético e situá-lo fora da faixa de sintonia com entidades inferiores.

Nos meios espíritas é onde poderá encontrar maior segurança para suas atividades, porque é onde melhor se conhece e mais seguramente se trabalha no campo mediúnico.

Mas a mediunidade também pode ser uma faca de dois gumes: com Cristo, na caridade mais pura e sob a direção de pessoas experientes e verdadeiramente fraternas, apresenta-se como ponte de luz entre a Terra e o Céu. Mas quando se propõe ao atendimento a interesses rasteiros, ao ganho de bens, de posições, de influência ou status, ou pior ainda, a fazer o mal, ela se transforma em canal para espíritos das sombras com resultados imprevisíveis, mas sempre muito ruins.

E o pior ocorre no retorno ao mundo espiritual, depois da morte. Ali, o médium faltoso terá de amargar suas dores, seus remorsos e o resultado de suas ações irresponsáveis ou antifraternas, sem falar em que terá de recomeçar tudo outra vez, e em condições mais desfavoráveis.

Na maioria dos casos, o candidato a médium começa a receber o chamamento para a tarefa e não atende; muitos por medo, outros por acomodação e outros ainda, por causa de suas religiões, pois a maioria delas, sem conhecerem bem o assunto, condenam a mediunidade e a comunicação dos espíritos.

Mas as suas faculdades certamente começarão a aflorar, mesmo assim, no tempo previsto. Só que, pela falta de orientação adequada e pelo não cumprimento do compromisso assumido antes da reencarnação, elas podem transformar-se em canal para as mais diversas perturbações, podendo desembocar em doenças ou em desequilíbrios os mais variados, de conseqüências imprevisíveis.

É preciso, no entanto, ver que não foi a mediunidade a causadora desses problemas, mas sim, o descaso do próprio médium que deixou de cumprir seus compromissos.


Fonte: www.mundoespiritual.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011

AS CORES E ELEMENTOS DE CADA ORIXÁ NA UMBANDA

OXALÁ - Sua cor é o branco, sua erva é boldo, manjericão, seu símbolo é o opachorô, cetro de metal branco com os símbolos da criação, sua saudação é acheuepa babá, sua guia é de contas brancas de louça com firma branca, sua pedra é o cristal branco, sua essência é de alfazema e mirra, seu metal é o ouro amarelo e branco e o estanho, seu número é o 16 e o 10, sua comida é a canjica de milho branco cozida com mel e o acaçá no leite de coco, sua bebida e o aluá de oxalá ou vinho de palma, sua fruta é pêra, uva verde, maçã verde, seu dia é sexta-feira, é sincretizado com Jesus Cristo.

OGUM - A cor é vermelho e branco, predominando o vermelho, sua erva é folha de arueira, mangueira, espada de são jorge, seu símbolo é a espada, sua saudação é ogunhê patacurí ogum, sua guia é de cristal em contas vermelhas e brancas com firma vermelha, sua pedra é a ágata de fogo, rubí, sárdio e garnet, sua essência é violeta, seu metal é o ferro, seu número é o três, sua comida preferida é inhame acará assado com palitos de dendezeiro, ele come também feijão preto cozido com camarão seco dendê e cebola, feijoada, inhame cozido com mel, sua bebida é o vinho de palma ou vinho tinto ou cerveja branca, sua fruta é manga espada, seu dia é terça-feira, é sincretizado com São Jorge.

OXOSSI - A cor é verde, vermelha e branca predominando o verde, sua erva é folha de guiné, peregum, mangueira, seu símbolo é o arco e a flecha, sua saudação é okearô oxossi coquê maió, sua guia é de cristal verde, vermelha e branca com firma branca, sua pedra é jasper verde, quartzo verde, esmeralda, sua essência é eucalipto, sândalo, seu metal é o latão branco, seu número é o cinco, sua comida é o axoxô, milho de galinha cozido com coco e mel, sua bebida é o vinho rosado ou tinto, sua fruta é cajá, maracujá, mamão, seu dia é quinta-feira, é sincretizado com São Sebastião.

XANGÔ -
Sua cor é o marrom, sua erva é elevante, abre caminho, manjericão, seu símbolo é a machada e o raio que ele divide com iansã, sua saudação é kaô kabecilê, sua guia é de contas de cristal marrom, sua pedra é topázio e citrino, sua essência é de morango, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o seis, sua comida é o amalá, quiabos cortados em rodelas pequenas refogado com dendê, cebola e camarão seco com 7 ou 9 quiabos inteiros formando a sua coroa ou quiabos contados em cruz amassados com mel, o ajebó, sua bebida é cerveja preta, sua fruta é caquí, manga rosa, mamão, cajá manga, seu dia é quarta-feira, é sincretizado com são Jerônimo e são João Batista.

OBALUAÊ -
Sua cor é o preto e branco, sua erva é canela de velho, guiné, seu símbolo é o brajá de búzios, xaxará, instrumento de obaluaê como um chocalho, sua saudação é atotô ajoberu, sua guia é de contas pretas e brancas de louça, sua pedra é a turmalina negra e ônix, sua essência é de cravo e canela, seu metal é o bronze, seu número é o 21 e o 9, sua comida é o doburu milho de pipoca estourados na areia da praia, sua bebida é o vinho de palma e o aluá de obaluaê ou vinho moscatel, sua fruta é fruta do conde, abacaxi, seu dia é segunda-feira, é sincretizado com São Lázaro ou São Roque.

OXÚM - Sua cor é o azul e branco, sua erva é folha de colônia, oriri e lírios, seu símbolo é o espelho e o coração, sua saudação é oraieieô, sua guia é de contas azuis e brancas de cristal com firma azul, sua pedra é a sodalita e a pirita, sua essência é angélica, seu metal é o ouro amarelo, seu número é o 6 e o 8, sua comida é o omolocum, feijão fradinho cozido refogado com dendê camarão seco e cebola, sua bebida é o aluá de oxum, sua fruta é melão, uva verde, seu dia é sábado, é sincretizado com Nossa Senhora da Conceição.

IANSÃ -
Sua cor é o amarelo ou coral, sua erva é espada de iansã ou para raio, seu símbolo é o raio, sua saudação é eparei oyá, sua guia é de contas amarelas de louça ou cristal, sua pedra é o quartzo rosa, sua essência é benjoim, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o 7 e o 9, sua comida é acarajé feito com feijão fradinho descascado e moído misturado com cebola e camarão seco e fritos no dendê, mel ou azeite doce, sua bebida é o aluá de iansã, sua fruta é a manga rosa, seu dia é quarta-feira, é sincretizada com Santa Bárbara.

YEMANJÁ -
Sua cor é o branco cristal, sua erva é santa luzia , rama de leite e colônia, seu símbolo é o peixe e a estrela de cinco pontas, sua saudação é odoiá eruiá yemonjá, sua guia é de cristal, sua pedra é a pérola e a turquesa, sua essência é de jasmim, seu metal é a prata e o ouro branco, seu número é o 10, o 7 e o 12, sua comida é o peixe assado ou cozido com azeite doce camarão seco e cebola ou a canjica cozida com mel e maçã em rodelas, sua bebida é o aluá de yemanjá, sua fruta é a maçã, pêra e uvas verdes, seu dia é sábado, é sincretizada com Nossa Senhora da Glória.

NANÃ -
Sua cor é o violeta ou roxo, sua erva é o manjericão da folha roxa, folha de limão, seu símbolo é o ibiri que ela traz na mão para afastar a morte, sua saudação é saluba nanã boruquê, sua guia é de contas de cristal roxa, sua pedra é a ametista, sua essência é de limão, seu metal é o estanho e o bronze, seu número é o 7 e o 21, sua comida é feijão preto cozido com folha de taioba cebola e camarão seco, repolho roxo cozido com arroz cebola e camarão seco, sua bebida é o aluá de nanã, sua fruta é o limão e a laranja, seu dia é sábado, é sincretizada com Santana.

EXÚ - Sua cor é o vermelho e preto, sua erva é folha da fortuna, seu símbolo é o tridente, sua saudação é laroiê cobaralô exú mojubá ê, sua guia é vermelha e preta de louça ou cristal, sua pedra é a ágata de fogo ou ágata vermelha, sua essência é cedro ou verbena, seu metal é o ferro que ele divide com ogum e o mercúrio, seu número é o sete, sua comida é o padê de exú, farinha de mesa ou fubá misturados com dendê ou cachaça em um alguidar, sua bebida é a cachaça ou bebidas fortes, sua fruta é cajá e amêndoa, seu dia é segunda-feira, têm como guardião Santo Antônio.


AS FALANGES DE TRABALHO NA UMBANDA

Na Umbanda nós não incorporamos Orixás e sim os falangeiros dos Orixás que são entidades evoluídas espiritualmente que vêem trabalhar nas giras de Umbanda.

Falanges: são agrupamentos de espíritos afins que possuem a mesma vibração.
São elas: pretos velhos, caboclos, exus, crianças, boiadeiros, ciganos, orientais e mestres que trabalham na cura.

OS CABOCLOS

São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.
Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa áura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existe trabalhos de magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é verdade, o trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepara-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.
A magia praticada pêlos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa. Eu sei que infelizmente, existem vários terreiros que praticam esta magia inferior, mas estes são os magos negros, que para disfarçar o seu verdadeiro propósito, se escondem em terreiros ditos de Umbanda para que possam atrair as pessoas e desenvolver as suas práticas negativas, com promessas falsas que sabemos nunca são atendidas.
Mais graças a Oxalá, esses terreiros estão acabando, pois, o povo esta tendo um maior conhecimento e buscando a verdade e é através desse caminho, de busca da verdade, que esse templo de Umbanda pretende ensinar a todos, o verdadeiro caminho da fé.
Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada dos Orixás, traduzem a mais forte magia que existe atualmente, é através desses pontos que são feitas limpezas e evocações de elementais e Orixás para diversos fins, mais a frente falaremos um pouco mais sobre os pontos riscados de Umbanda.
Nos seus trabalhos de magia costumam usar pembas, ( giz de várias cores imantados na energia de cada Orixá), velas, geralmente de cêra, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto encima de uma mandala ou ponto riscado, para que esse direcione o trabalho.
Quando fazemos um trabalho para uma entidade de Umbanda e colocamos algum prato de comida, como pôr exemplo espigas de milho cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam de comida, o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual, isto é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para o trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto que a entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no momento da limpeza, são os chamados passes de Umbanda.
Muitas vezes a Umbanda é criticada e chamada de baixo espiritismo, pois seus guias fumam e bebem, mais estas críticas se devem a uma falta de conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde o início, com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos.


OS PRETOS VELHOS

São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e da humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se desenvolve mas para o lado emocional e físico, das pessoas que os procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos aflitos.
Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda, são chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda.
Também usam ervas em seus trabalhos de magia e principalmente para rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal olhado, suas rezas são conhecidas como poderosas, usam também de patuás, saquinhos que são depositados elementos de magia e que os consulentes usam no corpo para proteção.
Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos Velhos usam cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a pessoa que esta recebendo o passe e limpando a aura de larvas astrais e energias negativas.

OS BOIADEIROS

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas pôr todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas giras, sessões de encorporação na Umbanda.
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força e a vontade de conquistar, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.

AS CRIANÇAS

Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez.

OS EXUS

são entidades em evolução, seu trabalho é dirigido, principalmente a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro, porém, são muito procurados para resolver os problemas da vida sentimental e material.
Costumam trabalhar com velas, charutos, cigarros, bebidas fortes, punhais em seus pontos riscados, pembas brancas, pretas e vermelhas . Devido ao seu temperamento forte e alegre costumam atrair bastante os consulentes , principalmente pôr que quando falam que vão ajudar certamente o farão.

Semeando... por Zé Pilintra

O caminho sobre pedras é áspero. Assim como as almas que se deixaram secar pela desesperança e a amargura.
As pedras do caminho nos levam à atenção e à concentração do pensamento, para evitar que os nossos pés sejam, de novo, feridos no atrito. Assim como as almas que aprendem a persistir no Bem, tendo-o como um compromisso consigo mesmas e ainda que não sejam compreendidas e correspondidas.
Caminhar no Bem nem sempre evita as pedras do caminho. Porque muitos trilham o mesmo caminho, com diferentes visões e objetivos.
Visões e objetivos representam escolhas. E cada um de nós é livre para escolher.
Escolher implica em assumir consequências. E as consequências chegam sempre àqueles que precisam ser atingidos, pois a Vida não erra o alvo.
Somos arqueiro e alvo. Lançamos a flecha da nossa vontade, e as energias da meta que traçamos sempre nos encontrarão de volta.
Essa volta pode tecer um saco cheio de pedras. Semelhante ao peso das almas que colecionam tristezas, derrotas, traições e desânimo.
Mas a volta pode ser também o começo de alguma construção, com as muitas pedras encontradas no caminho. Semelhante à sabedoria das almas que, testadas pela maldade e pela ingratidão, cercam-se da plena convicção no Bem e perseveram.
A perseverança no Bem é resultado da compreensão do nosso primeiro e maior compromisso: não estamos aqui para consertar o mundo e nem a ninguém. Tudo o que pensarmos e fizermos no Bem e pelo Bem refletirá em nós mesmos, em nosso crescimento.
Ao firmar a convicção de crescer, ampliamos os nossos horizontes e ao mesmo tempo nos transformamos em irradiadores do Bem.
Irradiando o Bem, a flecha da nossa vontade voltará para nós ainda mais carregada pelo Bem.Carregando-nos das energias do Bem, estaremos criando à nossa volta um halo de proteção contra “a maldade dos maldosos”. O Bem é a Luz Divina dissipando todas as sombras.
Envolvidos pelo halo do Bem, não precisaremos de espadas, lanças e de nenhuma arma de guerra.
Depondo as armas, seremos totalmente abraçados pelo Bem Maior, que é Deus.
Nos Braços de Deus, compreenderemos que somos todos Seus filhos, não importando o tamanho da nossa compreensão das coisas. Cada um vive e se alimenta das energias que gera no coração.
Iluminados por essa compreensão, teremos a certeza de que amar vale a pena, que viver vale a pena, que persistir nesses ideais vale a pena.
A terra recebe todas as sementes; e as devolve em frutos e flores, para o bom semeador, que não descuidou de adubar e regar sua plantação.
Não importa o que aconteça “no canteiro dos outros”. Só podemos ajudá-los com o bom exemplo. E não podemos descuidar do que nos cabe fazer, com a desculpa de que “os outros” não estão fazendo a parte que lhes cabe.
Existe muita terra. Há terra para todos. Um semeador não tem o poder de interferir no trabalho do outro: a Lei e a Justiça Divinas não o permitem.
Tenhamos atenção na direção e no ímpeto com que lançamos a flecha da nossa vontade, é o que nos cabe. Porque, de forma inexorável, aquela flecha voltará para nós, pela atuação da Lei e do Tempo: “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.


Mensagem recebida por email em 20.12.2010-CASADEUMBANDA-INSTITUTO CULTURAL-instituto7porteiras@googlegroups.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meu Caboclo, meu querido

Eram 18:00hs e Jorge já dava os últimos retoques em seu terno, para assistir a mais uma reunião na Igreja Evangélica Neopentescostal que freqüentava há um ano.
Homem trabalhador, desde jovem já exercia a profissão de carpinteiro. Hoje, aos 60 anos, com esposa e um neto, tinha vida humilde e tranqüila, apesar dos problemas de saúde e finanças que o afligiam.
Carregava uma grande mágoa em seu coração. Tendo sido médium umbandista atuante por mais de 20 anos, deparou-se com uma enfermidade que atingiu violentamente sua única e amada filha. Rogou a Deus, a seu Guia Espiritual e as demais entidades espirituais do terreiro em que trabalhava que a curassem. Não logrou êxito, perdendo a presença física de sua filha em 6 meses.

Revoltado com a tragédia, abandonou a Umbanda e afirmou que jamais voltaria a religião, pois se ali estivessem espíritos do Bem e Deus, não teriam deixado que tão grande desgraça lhe atingisse.
Sob grande instabilidade psíquica e induzido por fanáticos evangélicos, lá estava ele, ao lado da esposa, nos cultos da igreja, cujo “ministro religioso” exortava todos os presentes a exconjurarem os espíritos malignos da macumba, além de prometer a salvação e ....... pedir dinheiro. Jorge não reclama, dando seu dízimo e ofertas com dificuldade, mas acreditando ser o caminho a seguir.

Em suas horas de descanso, na paz do convívio familiar, Jorge quase sempre ouvia uma voz estranha, que lhe dizia: “sempre estarei ao seu lado”. Comentava o fato com a esposa que, que influenciada pelo fanatismo religioso, dava como resposta que deveria ser um espírito maligno que o acompanhava, aconselhando- o a comentar o assunto com o pastor da igreja.
Resolveu seguir os conselhos de sua mulher, procurando, durante um culto, esclarecimentos com o “missionário”.
Este informou-lhe que as ocorrências eram obra do diabo, solicitando a Jorge que aumentasse o valor de suas ofertas para que Deus pudesse operar em obra e graça na sua vida (a vida de Jorge).
Com imensa dificuldade, dobrou o valor do dízimo e das ofertas. Contudo a voz insistentemente lhe invadia, dizendo: “sempre estarei ao seu lado”.

Numa tarde de domingo, após o almoço, Jorge preparava-se para descansar em seu leito, quando bruscamente foi vitimado por uma forte dor no peito, próxima ao coração. Caiu desmaiado, sendo acudido por sua esposa, que aos berros rogava ajuda dos vizinhos.
Colocado em um táxi, rumou às pressas para o hospital mais próximo, a fim de ser atendido.
Após o pronto-atendimento e posteriores exames clínicos, foi diagnosticado uma insuficiência cardíaca provocado por uma grande lesão nas artérias do coração. O caso solicitava o concurso premente de intervenção cirúrgica, sem a qual Jorge certamente sucumbiria.

A operação foi marcada. Sua esposa, apavorada com o cenário, encaminhou-se para a igreja, a fim de solicitar os préstimos religiosos do pastor. Foi atendida e aconselhada pelo missionário a aumentar as contribuições pecumárias (dinheiro) e a fazer um desafio a Deus pela cura de Jorge.
Desolada com o pouco caso dado à situação, voltou ao hospital, sendo ali informada que seu marido piorava e que, por isto, tinham antecipado a cirurgia.

Encostou-se a uma cadeira da recepção e começou a rogar a Deus pela saúde do amado esposo. Ouviu então uma voz que lhe tocou como verdadeiro bálsamo consolador, que dizia: “eu sempre estarei com ele”.
Já na sala de cirurgia, Jorge, ainda acordado, pediu a Deus que o deixasse viver, pois tinha uma esposa e neto para sustentar.

Observando a movimentação dos médicos que preparavam a anestesia geral, Jorge notou intenso feixe de luz que surgia do canto direito daquele recinto. De cores variadas e predominância do violeta, a luminescência pouco a pouco foi se condensando na figura altiva de um Índio, que empunhando uma moringa nas mãos, se aproximou do leito. Jorge chamava pelos médicos, que não lhe escutavam. Perguntava-se mentalmente quem era aquele indígena.

Do interior da moringa, a Entidade Espiritual retirou um líquido verde e extremamente cintilante, derramando-o sobre o peito de Jorge, além de fazê-lo ingerir com pouco de substância. Ato contínuo, o espírito desapareceu e Jorge adormeceu.
Quatro horas depois, despertou na enfermaria, notando a presença do médico e da esposa.

Perguntou sobre a operação e, para seu espanto, o médico que ali estava disse-lhe que a cirurgia fora cancelada, uma vez que momentos antes da aplicação da anestesia geral, o cirurgião-médico “cismou” em realizar novos exames, os quais não acusaram qualquer lesão nas artérias coronárias.
Também relatou a Jorge que durante os preparativos para a operação, a equipe cirúrgica sentiu uma enorme fragrância de ervas no recinto, cuja origem não conseguiram detectar.

Passados 2 meses de susto, Jorge, sentado sob a copa da mangueira em seu quintal, observava o lindo luar que despontava no céu estrelado. Indagava-se sobre os acontecimentos passados, procurando uma resposta sensata para o que ocorrera; a cena na sala de cirurgias não lhe saía da mente.

A brisa corria suave, e com ela uma voz chegou aos ouvidos de Jorge: “sempre estarei com você”. Virou-se na direção dos arbustos de seu quintal e, estático, visualizou a presença do mesmo índio presente no hospital. A entidade espiritual, aproximando- se, informou a Jorge ser seu Guia Espiritual, Caboclo nominado aqui de “Y”, e que recebera ordens superiores para cura-lo da enfermidade.
Trazia também informações sobre sua querida filha, que estava bem e envolvida em trabalhos assistenciais dentro da Umbanda, salientando a Jorge que a doença de sua filha era processo depurador irreversível, motivo pelo qual não havia como interferir.

Jorge, profundamente emocionado, não conseguia expressar-se. O Caboclo “Y” disse-lhe que respeitava sua mudança de religião, mas onde estivesse, ele, o Caboclo, sempre estaria a seu lado, em labor de amparo e aconselhamento.
O carpinteiro Jorge, sensibilizado pelas palavras do amigo espiritual, pediu desculpas pela falta de fé nos Guias e Protetores da Umbanda.

O Caboclo “Y” sorriu, ao mesmo tempo em que começava a perder sua forma ideoplástica por entre a vegetação.
Jorge observando a grande beleza cenográfica espiritual, relembrava os tempos de terreiro; as pessoas sendo auxiliadas; sua querida filha cambonando o Caboclo “Y”; a caridade pura e simples se manifestando, sem dízimos, ofertas, ou barganhas com Deus.

Jorge voltou ao seu antigo terreiro, sendo calorosamente recepcionado pelos amigos espirituais e carnais que o aguardavam.

Após cada sessão de caridade como não instrumento de expressão dos amigos espirituais, Jorge, feliz por mais um dia de amparo aos necessitados, e relembrando da fisionomia de seu guia-chefe, no silêncio de suas preces, sempre exclama:

“Meu Caboclo, meu querido”


Extraído do Blog : cabanadepaijose

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caboclo Girassol



Este falangeiro encantado que vibra originariamente na energia de Oxalá, seu trabalho é muito conhecido em ritos de curas e passes altamente energéticos. Usa Roupa Branca e um frondoso penacho da mesma cor. Alguns usam ainda a cor amarela e mais dificilmente o verde.
Cacique de força, sério e um tanto rude, gosta muito de disciplina. Muito parecido com o Cacique Pena Branca que é uma energia irmã. Mas trabalha também com os caboclos. Urubatão da Guia, Sultão das Matas, Caboclo do Sol. Zangão das Matas, Rompe-Nuvem, Tupi, Guarani, Guaracy, Tupã.

Caboclos de Oxalá: Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.

Ponto do Cabolo Girassol

No terreiro de Indio
Em piso num pé só
E nesse terreiro
Quero Chamar Seu Girassol
_____________

Sua Mãe é a Lua
O Seu pai é o Sol
sua tribo é tupi
Na Umbanda É Girassol
Filho de Tupã traz na mão o seu bodoque
com a sua proteção
não tenho medo de Sul ao Norte.

Que Oxalá nos abençoe sempre

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Prece de Exu

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de traídor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n'algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cigano Ramires



No dia 24 de maio de 1577, o velho cigano Bergem casou-se com a jovem cigana Gênova, formando assim, mais uma família cigana.
No dia 28 de maio de 1578 nasceu a primeira filha do casal, que levou o nome de Huélva.
O casal era muito feliz com sua pequena filha.

Algum tempo depois, Gênova engravidou novamente e, no dia 24 de junho de 1580, para completar a felicidade do casal, nasceu um menino, no qual Gênova colocou o nome de Ramires.
Assim se completou o grupo familiar de Bergem e Gênova, formado por quatro pessoas.
Bergem era muito mais velho do que sua esposa, mas eles eram um exemplo de felicidade e amor.

Quando Ramires estava com quatro anos, no ano de 1584, sua família ia para Madri e, no meio da viagem, o tempo mudou e caiu uma forte tempestade.
As carroças do comboio deslizavam na estrada cheia de lama e poças d’água; a escuridão era imensa.

Em dado momento, todos escutaram um barulho muito forte: uma das carroças tinha virado.
Era um quadro desesperador.
O velho cigano Bergem, sua jovem esposa Gênova, sua filha Huélva, de apenas seis anos, e seu filho Ramires, de apenas quatro anos de idade, estavam debaixo da carroça.

O cigano Pedrovik, irmão de Bergem e chefe do grupo, veio logo socorrer o irmão e sua família; mas, infelizmente, não pôde fazer mais nada, além de desvirar a carroça e colocar dentro dela os corpos do irmão, da cunhada e da sobrinha.
Só o sobrinho estava vivo, sem nenhum arranhão no corpinho.

Pedrovik tomou conta de pequeno Ramires que, daquele dia em diante, tornou-se uma criança diferente.
Ele ficava sempre isolado, vivia só, seu comportamento era bem distinto do dos outros meninos do grupo.

O tempo foi passando.
Ramires tornou-se homem feito.
Mas era de poucas palavras, seu comportamento continuava estranho, não mudara nada desde o tempo de criança, quando ficava isolado de todos.

Certo dia, seu tio Pedrovik chamou-o na tenda e disse:

“- Vamos conversar, meu filho. Já és um homem, eu decidi que irás casar com a minha protegida Zanair, neta da falecida Zaira.”

Ramires não teve escolha e assim foi concretizado o casamento, no dia 8 de abril de 1610, quando era plena primavera em Madri.

O casamento, realizado por Pedrovik, seguiu o ritual tradicional.
Zanair estava belíssima com uma túnica rebordada de pedras reluzentes, a saia muito rodada que reluzia com os reflexos da fogueira, e uma coroa de flores naturais em tons claros na cabeça.

Depois de realizado o ritual de união dos dois, Pedrovik deu ao casal dois potes cheios de grãos, para que nunca faltasse alimento na sua tenda.
Em seguida, Zimbia Taram, uma cigana idosa do grupo, cortou um fio de cabelo de Ramires e outro de Zanair; colocou-os dentro de um copo de cristal junto com os fios de crina de cavalo e de égua e outros objetos; e fez a magia do amor para que sempre houvesse sexo entre o casal, e para que eles tivessem muitos filhos.

Passados nove meses do casamento, Zanair deu à luz um lindo menino, a quem deu o nome de Izalon; e de ano em ano ela dava à luz mais um filho.
Ela teve ao todo nove filhos, três meninos e seis meninas, que nasceram na seguinte ordem: Izalon, Pogiana, Tarim, Tainara, Tamíris, Diego, Thaís, Lemiza e Talita.
O fundo do coração de Ramires sempre foi um mistério.
Ele teve de se adaptar à vida de família, superando muitos traumas da infância; entretanto, a seu modo, foi um esposo carinhoso.
Foi também um ótimo pai, e criou seus filhos com muito amor e carinho.

Os membros dessa família desceram pela primeira vez à Terra como espíritos no ano de 1910..

Esse cigano era moreno-claro, de cabelos pretos lisos e olhos esverdeados.

SUAS ROUPAS
A roupa preferida de Ramires era blusão branco com mangas compridas fechadas por abotoaduras de ouro em forma de botões.
Por cima desse blusão ele usava um colete de veludo verde rebordado com pedrinhas coloridas.
Na cintura trazia uma faixa dourada, na qual prendia o seu punhal de prata com cabo de esmeralda.
Sua calça era de veludo azul-turquesa.

SEUS ADEREÇOS
Ramires costumava usar na cabeça um lenço vermelho amarrado para o lado esquerdo.
Na orelha direita trazia uma pequena argola de ouro; e no pescoço, um cordão de ouro com uma moeda de ouro antiga como pingente.

SUA MAGIA
Ramires fazia magia com dois espelhos em forma de triangulo.
Ele os colocava no chão, um deles com uma das pontas voltadas para o Sul.
Em cada ponta desses espelhos ele acendia uma vela branca e, no meio deles, colocava um copo com água e um cravo branco.
Em seguida, ele pedia a Diuela que curasse uma pessoa doente.

A fase da Lua da sua preferência era a cheia.

Fonte:
Livro:
- Ciganos do Passado Espíritos do Presente
Ana da Cigana Natasha
Editora PALLAS.